Martinelli, Canobbio, Samuel Xavier e Renê conversam com torcedores do Fluminense em protesto
16/04/2026 20:05:00
A tarde desta quinta-feira (16) no Fluminense começou com tensão e terminou com um pacto de diálogo. Após a derrota na Libertadores para o Independiente Rivadavia e o jejum de quatro jogos sem vencer, cerca de 45 membros de uma torcida organizada foram ao CT Carlos Castilho cobrar o elenco na chegada para o treino. O que começou como uma tentativa de abordagem surpresa, que acabou vazando e gerando reforço na segurança, evoluiu para uma reunião pacífica dentro das dependências do clube.
Os torcedores chegaram ao local por volta das 16h, horário marcado para a reapresentação, e iniciaram o movimento interceptando alguns carros. O zagueiro Freytes foi o mais visado pelas críticas, mas Samuel Xavier e Jemmes também foram parados antes de cruzarem o portão. Durante todo o tempo, a Polícia Militar monitorou a situação de perto para garantir que o ato não saísse do controle.
Para evitar que o clima se deteriorasse, os membros da diretoria Mattheus Montenegro e Ricardo Tenório receberam o grupo. Em um gesto de transparência, a direção consultou os jogadores para saber quem estaria disposto a conversar diretamente com os manifestantes. Os capitães Samuel Xavier e Martinelli, acompanhados por Renê e Canobbio, identificados como lideranças experientes do elenco, se prontificaram a ouvir as cobranças e apresentar o posicionamento do vestiário.
O protesto foi pacífico do início ao fim, servindo para que os torcedores expressassem a insatisfação com o momento de maior turbulência desde a chegada de Luis Zubeldía.
O que vem por aí para o Fluminense?
Com o resultado nesta quarta-feira (15), o Fluminense fica na terceira posição do grupo na Libertadores, com um ponto, fora da zona de classificação. O Independiente Rivadavia é o líder, com seis pontos. O próximo confronto é pelo Brasileirão, contra o Santos, no domingo (19), na Vila Belmiro.
Foto: Reprodução
Por: Pedro Bernardo|Pedro Brandão / Lance!