Cuiabá, 08 de Abril de 2026

Plano divulgado pelo Irã não é o que os EUA receberam, diz Casa Branca

08/04/2026 16:43:00

Uma fonte da Casa Branca declarou, nesta quarta-feira (8/4), que o plano de 10 pontos divulgado publicamente pelo Irã não corresponde ao documento recebido por Washington e que serviu de base para as negociações.
 
 
“O documento ao qual a imprensa se refere não é o plano em que estamos trabalhando. Não vamos negociar publicamente”, disse a fonte, sob condição de anonimato.
 
 
Pouco antes do término do prazo estabelecido pelo Estados Unidos (EUA), o presidente Donald Trump anunciou uma pausa temporária no conflito, posteriormente confirmada por Teerã em comunicados separados.
 
 
Segundo ele, tratava-se de um cessar-fogo, com duração de duas semanas e objetivo de viabilizar negociações diretas entre as partes.
 
 
“Recebemos uma proposta de 10 pontos do Irã e acreditamos que ela seja uma base viável para negociar”, explicou Trump.
 
 
Na noite de terça-feira (7/4), a Associated Press havia apontado divergências entre as versões do acordo. De acordo com agência de notícias, o plano divulgado pelo Irã em farsi incluía a expressão “aceitação do enriquecimento” em relação ao programa nuclear, trecho que não aparecia nas versões em inglês compartilhadas por diplomatas iranianos com a imprensa.
 
 
Não ficou imediatamente claro por que o termo estava faltando. No entanto, Trump havia declarado que encerrar totalmente o programa nuclear do Irã era um ponto-chave da guerra.
 
 
Fechamento do Estreito de Ormuz
Nesta quarta-feira (8/4), o Irã voltou a ameaçar o bloqueio do Estreito de Ormuz e encerrar a trégua anunciada no dia anterior, caso Israel não suspenda ações militares no Líbano, conforme informado por agências estatais iranianas. O Irã sustenta que o acordo de cessar-fogo inclui o território libanês, o que é contestado por Israel.
 
 
Pela manhã, a passagem marítima havia sido liberada temporariamente. Com autorização iraniana, os navios de carga NJ Earth e Daytona Beach atravessaram a região.
 
 
O estreito é estratégico, sendo responsável por cerca de 20% do transporte global de petróleo e gás natural, e vinha registrando uma redução de, aproximadamente, 95% no tráfego de embarcações desde o início das tensões.
 
 
 
Foto: Arte Metrópoles/Otavio Augusto
Por: Gabriela Martins / Metrópoles

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