Cuiabá, 21 de Março de 2026

Apoio técnico da Empaer e da Seaf projeta agroindústria de Livramento para novos mercados

02/03/2026 08:05:00

Debaixo de uma mangueira, no quintal de casa, começou uma história que atravessa gerações e hoje adoça boa parte da Baixada Cuiabana. Há mais de 60 anos, em Nossa Senhora do Livramento, seu Ciro Ernesto de Moraes e a família transformaram o trabalho na roça em tradição. Nasciam ali os Doces Campo Alegre, marca que ganhou o paladar da população e ultrapassou as divisas do município, já que as pessoas que visitam a região levam os produtos para outras regiões de Mato Grosso e do país.
 
 
A propriedade simples, cercada de canaviais, guarda a essência da agricultura familiar. Mas o que começou de forma artesanal, hoje é resultado de dedicação, investimento e apoio técnico.
 
 
 
 
 

“O começo da gente foi embaixo de uma mangueira. Aí, no decorrer dos anos, fomos aperfeiçoando e investindo. Hoje temos o apoio do município, da Seaf, da Empaer, que sempre nos apoiou muito.
 
 
Todos estão empenhados junto com a gente. Agora nós queremos conquistar o selo. Já temos o Selo de Inspeção Municipal, mas queremos avançar mais e alcançar outras regiões”, contou seu Ciro.
 
 
 
 
 

Durante visita técnica à propriedade, o presidente da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural, Suelme Fernandes, e a secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, e os técnicos extensionistas de Livramento e Santo Antônio de Leverger, conheceram de perto a estrutura onde são produzidas as tradicionais rapaduras de cana-de-açúcar. Os gestores ouviram relatos de quem viu a produção evoluir da moagem rudimentar à modernização dos equipamentos.
 
 
Hoje, são cerca de 7,5 toneladas de cana-de-açúcar esmagadas por mês. A matéria-prima vira rapadura de diferentes sabores, da tradicional à de bocaiuva, passando pela de café, agregando valor à produção e conquistando novos consumidores.
 
 
Cerca de 15 pessoas trabalham na agroindústria familiar. Mesmo assim, a falta de mão de obra é um desafio constante.
 
 
“Aqui não tem dia nem hora. A gente atende à noite, passa gente o dia todo na estrada. O que tiver, a gente vende. Eu tenho orgulho de, junto com minha família, fazer parte da agricultura familiar”, afirmou.
 
 
O salto na qualidade da produção veio com a orientação técnica da Empaer. Cursos voltados para derivados da cana mudaram a realidade da propriedade.
 
 
“A nossa produção começou com o apoio da Empaer, onde fizemos curso para produção de derivados de cana. A partir de então melhoramos muito. A gente desperdiçava muita cana, muito caldo, mas depois desse curso passamos a aproveitar mais. O apoio do Governo do Estado ajuda a gente a crescer. Sem apoio, não vai. Isso é fundamental”, reforçou seu Ciro.
 
 
 
 
 

Agora, a família mira um novo passo: conquistar o Selo de Inspeção da Agricultura de Pequeno Porte (Siapp), certificação que permitirá ampliar mercados e levar o sabor da rapadura livramentense ainda mais longe.
 
 
“Essa visita foi muito importante, porque estamos em busca do Selo, e tenho certeza que com ele vamos produzir e vender muito mais”, destacou seo Ciro.
 
 
Segundo a coordenadoria responsável pelo Serviço de Inspeção Agroindustrial de Pequeno Porte (Siapp), o Estado conta atualmente com 40 agroindústrias de pequeno porte formalizadas e em operação, inseridas no sistema de inspeção sanitária.
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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