Cuiabá, 27 de Agosto de 2026

IR de dividendos soma R$ 3,1 bilhões até julho, longe da meta para 2026

26/08/2026 13:35:00

A arrecadação da Receita Federal de Imposto sobre a Renda das Pessoas Físicas (IRPF) referente a lucros e dividendos somou R$ 3,14 bilhões de janeiro a julho deste ano. O montante recolhido até o momento corresponde a apenas 18,25% do total previsto para o ano.
 
 
A previsão do governo federal é atingir, ao longo de todo ano de 2026, a arrecadação de R$ 17,2 bilhões com o Imposto de Renda sobre dividendos de pessoas físicas. A projeção no Orçamento chegou a ser de R$ 28 bilhões, mas foi reduzida.
 
 
Por outro lado, o montante vem subindo mês a mês. Em janeiro, por exemplo, o valor foi de R$ 5,5 milhões e passou para 906,65 milhões em julho.
 
 
A arrecadação do imposto de renda sobre divendos foi estabelecida para compensar a isenção do IRPF para quem ganha até R$ 5 mil e redução da cobrança do tributo para as pessoas que recebem até R$ 7.350.
 
 
A isenção e a cobrança de menos imposto para pessoas com rendas menores (até R$ 7.350) teve custo estimado em R$ 28 bilhões. Portanto, a tributação sobre os dividendos deveria alcançar o mesmo valor da isenção (R$ 28 bilhões).
 
 
No entanto, no decorrer do ano, a Receita revisou, para baixo, a estimativa de arrecadação. A projeção passou para os R$ 17,2 bilhões.
 
 
A Receita federal explicou que uma possível alteração na projeção depende do acompanhamento da situação fiscal, que é realizado a cada dois meses.
 
 
“A Receita vai seguir as regras fiscais e as regras fiscais, ou seja, a divulgação, a transparência de todas as contas, do andamento da situação é feita a cada dois meses”, afirmou o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita, Claudemir Malaquias, em entrevista coletiva desta quarta.
 
 
As regras de redução
A principal mudança no Imposto de Renda é a isenção para as pessoas que recebem até R$ 5 mil mensais ou R$ 60 mil anuais — ou seja, não haverá nenhuma cobrança do tributo para quem se enquadra nesta faixa de renda.
 
 
Para a faixa de renda superior a R$ 5 mil e inferior a R$ 7.350 mensais, estima-se que a pessoa física deve ser aliviada, considerando todo ano, de R$ 1.333,90 a R$ 3.367,68. As pessoas físicas com renda a partir de R$ 7.350 mensais vão continuar sujeitas à tributação pela alíquota de 27,5%.
 
 
Arrecadação para meta
Atingir a arrecadação esperada no ano é importante para bater a meta fiscal, que é de superávit de 0,25% do PIB. Apesar de a meta ser um superávit, o piso da meta é de equilíbrio fiscal, ou seja, despesas iguais à arrecadação.
 
 
O resultado desejado de 0,25% do PIB equivale a R$ 34,2 bilhões. No entanto, há uma margem de tolerância de 0,25% para mais ou para menos. Com isto, o resultado será considerado cumprido caso haja equilíbrio fiscal ou um superávit de até  aproximadamente R$ 68,4 bilhões.
 
 
 
 
Foto: Breno Esaki/Especial Metrópoles
Por: Deivid Souza / Metrópoles
 
 
 
 
 
 

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