Cuiabá, 22 de Setembro de 2026

Documentário sobre a trajetória de Jorge Bodanzky, um dos maiores nomes do cinema brasileiro, estreia em Cuiabá com sessão especial

22/09/2026 09:40:00

Nesta terça-feira, 22 de setembro, Cuiabá recebe a sessão especial de "Um Olhar Inquieto: O Cinema de Jorge Bodanzky" como parte do projeto Olhares Inquietos - uma programação de encontros que aproxima o filme de diferentes públicos e territórios, criando espaços de diálogo sobre os temas presentes na obra.
 
 
O documentário será exibido às 19h30 no Cine Teatro Cuiabá, seguido de debate com representantes das organizações FEPOIMT (Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso), ICV (Instituto Centro Vida) e Instituto Yukamaniru. O encontro contará com a mediação do Prof. Vitale Joanoni Neto.
 
 
Mais que uma exibição, é um retorno. O filme é uma produção de Cuiabá, realizado em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e com participação fundamental de professores locais como José Amílcar Bertholini e Vitale Joanoni, que aparecem ao longo do documentário.
 
 
Dirigido por Jorge Bodanzky e Liliane Maia (cineasta amazonense), o longa revisita mais de cinco décadas de trajetória do cineasta Jorge Bodanzky, um dos nomes fundamentais do documentário brasileiro, à frente das câmeras que registraram alguns dos episódios mais decisivos da história recente da Amazônia.
 
 
Autor de obras que se tornaram referência no cinema documental brasileiro, Bodanzky estreou na direção com "Iracema — Uma Transa Amazônica" (1974), seu filme mais conhecido e premiado, marco do gênero por denunciar a devastação da floresta amazônica - censurado por seis anos no Brasil e premiado em festivais nacionais e internacionais. Ao longo de sua carreira, dedicou-se aos temas ambientais em longas e documentários para televisões brasileira, alemã, francesa e italiana.
 
 
 
Debate: Cinema, Território e Direitos Indígenas
A sessão seguida de debate reafirma o compromisso de levar cinema como ferramenta de diálogo e reflexão crítica sobre os temas que atravessam a atuação das instituições parceiras.
 
Participam do debate:
Silvano Chue Muquissai — Indígena Liderança Chiquitano, bacharel em Direito pela Universidade Federal de Mato Grosso e presidente em exercício da FEPOIMT. Defensor dos direitos indígenas e sociais, atuou no Conselho Estadual de Povos e Comunidades Tradicionais e como assessor do DSEI Cuiabá.
 
 
Kaya Agari — Coordenadora do Instituto Yukamaniru, é artista visual e ativista indígena Kurâ-Bakairi.
 
 
Desde 2010, o Instituto constrói caminhos para fortalecer o protagonismo, a autonomia e a inclusão social das mulheres indígenas, reafirmando o compromisso com a cultura, a identidade, os saberes ancestrais e a arte.
 
 
Déborah Monteiro - Analista socioambiental do ICV e doutoranda em antropologia pela UFMT, atua com povos indígenas no  programa Economias sociais do Instituto Centro de Vida
 
 
Prof. Vitale Joanoni Neto - Coordenador do Programa de Pós-Graduação em História da UFMT.
 
 
 
 
SERVIÇO
Projeto Olhares Inquietos
Data: Terça-feira, 23 de setembro de 2026 Horário: 19h30 Local: Cine Teatro Cuiabá
Exibição: "Um Olhar Inquieto: O Cinema de Jorge Bodanzky"
Debate: Após a exibição, com FEPOIMT, Instituto Yukamaniru e ICV, com mediação de Prof. Vitale Joanoni Neto
Sobre o filme
Documentário | Brasil | 85 min
 
 
 
Sinopse
Em 1973, Jorge Bodanzky, filmando para a TV alemã, capturou uma imagem intrigante: uma grande maloca em meio à densa floresta amazônica, cercada por indígenas isolados tentando atingir o avião com flechas. Meio século depois, o registro recuperado pelo Instituto Moreira Salles leva o cineasta de volta a Aripuanã. O filme conecta o passado e o presente, explorando sua trajetória e os mistérios da Amazônia a partir dos seus inúmeros rolos de super-8.
 
 
 
Sobre Jorge Bodanzky
Cineasta, roteirista e fotógrafo brasileiro, filho de austríacos, Jorge Bodanzky estudou na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Brasília e, após o golpe militar de 1964, formou-se na Escola de Ulm, na Alemanha, dirigida por Alexander Kluge. Começou a carreira como repórter fotográfico para o Jornal da Tarde, O Estado de S. Paulo e as revistas Manchete e Realidade. É pai da também cineasta Laís Bodanzky. Estreou na direção de cinema com o documentário "Iracema — Uma Transa Amazônica" (1974), seu filme mais conhecido e premiado. A partir daí, dedicou-se a temas ambientais em longas e documentários para as televisões brasileira, alemã, francesa e italiana, realizando também trabalhos para o Ibama, a UNESCO e o governo do Amapá. Seu acervo fotográfico analógico foi adquirido pelo Instituto Moreira Salles (IMS) em 2013.
 
 
 
 
Sobre Liliane Maia
Entre 2011 e 2017, foi diretora de Produção e Programação da TV Cultura do Amazonas, onde respondeu pela produção executiva e direção das três temporadas da série documental Nova Amazônia, com 78 episódios de 26 minutos, exibida em rede nacional pela TV Brasil e pela TV Cultura de São Paulo. Assinou a produção local do telefilme Jusqu'au Bout du Monde, coprodução França-Brasil exibida pela France 2, e participou da produção local de episódios da série Habitar Habitat, exibida pelo SescTV. Dirigiu e roteirizou os documentários Noçoken, sobre os bois-bumbás de Parintins, Meu Universo Visual, sobre o artista Zeca Nazaré, e Amazonas, Um Século de Futebol.
 
 
Também dirigiu a série infantil Blog da Mari, selecionada na chamada pública Prodav 08 - TVs Públicas, do Fundo Setorial do Audiovisual, e atua em projetos de desenvolvimento e produção executiva de obras seriadas e longas-metragens, incluindo Guardiões do Tempo, Batalhão dos Esquecidos, Amazônia Legal e Pa'Lante
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Comentários (0)

Escrever comentário

...enviando

Atenção! Preencha todos os campos

Obrigado! Enviada com sucesso.

Leia também

Ver todos os notícias