Cuiabá, 04 de Fevereiro de 2026

Transferência digital avança e muda a compra e venda de veículos

23/01/2026 09:25:00

transferência digital de veículos começa a ganhar espaço como alternativa à burocracia tradicional da compra e venda de automóveis no Brasil.
 
 
Regulamentado nacionalmente desde 2020, o modelo permite que todo o processo seja feito de forma eletrônica, eliminando etapas como reconhecimento de firma em cartório e idas presenciais aos Detrans, o que torna as negociações mais ágeis e menos burocráticas.
 
 
 
Carros estacionados
Foto: depositphotos.com / Elnur_
 
 
 
Apesar de a base legal da operação já estar estabelecida, a adoção em larga escala ainda depende da integração tecnológica dos Detrans estaduais com a Senatran e com a Carteira Digital de Trânsito (CDT). “A adesão geral em todos os estados depende dessa integração. Atualmente, a maioria já permite a assinatura digital por meio da conta gov.br, de nível prata ou ouro”, explica Marco Borba, CEO da Transferência Segura.
 
 
O avanço da transferência digital tende a impactar diretamente o mercado de usados, que movimenta cerca de 14 milhões de veículos por ano no Brasil.
 
 
Ao reduzir burocracias e intermediários, o modelo contribui para diminuir custos e acelerar as vendas. “O desafio hoje não é regulatório, mas operacional e tecnológico, especialmente na interoperabilidade dos sistemas dos Detrans”, destaca Borba.
 
 
Na prática, o processo dispensa o CRV em papel e permite que comprador e vendedor assinem os documentos online, com validação de identidade por biometria facial e checagem de dados. Um dos principais diferenciais é a Câmara de Liquidação (escrow), criada para resolver o impasse sobre pagamento e transferência. “O valor só é liberado ao vendedor após a confirmação da transferência e da vistoria do veículo”, explica o executivo.
 
 
Para Borba, a digitalização representa uma mudança estrutural no setor. “A formalização das vendas entre pessoas reduz drasticamente o risco de fraudes e golpes e democratiza o mercado, ao permitir a quitação ou parcelamento de débitos no ato da venda”, afirma.
 
 
Com a evolução da infraestrutura digital nos estados, a tendência é que a transferência eletrônica se torne o padrão nas transações automotivas no país.
 
 
 
 
 
 
 

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