Safra de uva mantém ritmo de vendas
24/02/2026 16:45:00
Produtores de uva na região administrativa de Bagé mantêm tratamentos fitossanitários preventivos, conforme o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (19) pela Emater/RS-Ascar. Segundo o órgão, as condições climáticas têm contribuído para a sanidade dos parreirais, que se encontram majoritariamente em fase de maturação. A produção é destinada, em sua maior parte, às vinícolas da Serra Gaúcha, com fluxo regular de comercialização. Em Hulha Negra, iniciou a colheita para consumo in natura e processamento. As principais variedades cultivadas são Isabel, Niágara, Bordô, Violeta e Concord, comercializadas nas feiras de Bagé e Hulha Negra por cerca de R$ 8,00/kg. Em Quaraí, aproximadamente 20% dos 96 hectares implantados já foram colhidos, principalmente com variedades de mesa e brancas viníferas.
Na região de Caxias do Sul, o tempo seco favoreceu a sanidade dos vinhedos e o avanço da maturação, com elevação dos teores de açúcar. Apesar disso, foram registrados casos pontuais de podridão-da-uva-madura, exigindo atenção no manejo e na definição do ponto de colheita. Na Ceasa/Serra, o preço da uva Niágara recuou de R$ 4,30 para R$ 4,00/kg na última semana. Na venda direta na propriedade, as variedades americanas, como as Niágaras, são negociadas entre R$ 2,00 e R$ 3,00/kg, enquanto as viníferas e cultivares BRS para consumo in natura variam de R$ 5,00 a R$ 8,00/kg, conforme qualidade e destino.
Na região de Erechim, a safra apresenta desempenho satisfatório, com preços entre R$ 3,00 e R$ 6,00/kg, a depender da cultivar e do canal de comercialização. Para uvas de mesa com melhor calibre e aparência, os valores podem chegar a R$ 15,00/kg. A produtividade média superou 20 toneladas por hectare neste ciclo.
Em Frederico Westphalen, a ausência de precipitações significativas e a elevada insolação favoreceram a sanidade e o incremento do grau Brix. As cultivares Bordô, Niágara Rosada, Niágara Branca e Lorena estão em fase final de colheita. Seyve Villard e Carmem seguem em colheita, enquanto a BRS Magna já teve a colheita concluída. Entre as variedades destinadas ao consumo in natura, 95,46% da produção foi colhida e comercializada, com produtividade média de 19.586 kg/ha. Nas cultivares para processamento, 76% da produção foi comercializada, com média de 19.536 kg/ha. Considerando a área total prevista para a safra 2025/2026, 87,95% já foram comercializados.
Na região de Ijuí, a colheita das uvas de mesa de cultivares americanas está em fase de encerramento. Os produtores concentram esforços em práticas de recuperação fisiológica, reposição nutricional e manutenção fitossanitária das plantas.
Em Passo Fundo, a colheita segue em andamento, com padrão de qualidade adequado tanto para consumo in natura quanto para processamento. A uva de mesa é comercializada ao preço médio de R$ 6,00/kg, enquanto as viníferas estão em torno de R$ 3,00/kg. De forma geral, o cenário produtivo é considerado dentro dos parâmetros esperados para o período de safra.
Na região de Pelotas, a colheita está na fase final, com produtividades de até 30 toneladas por hectare. Segundo a Emater/RS-Ascar, a qualidade das uvas foi favorecida pelo predomínio de tempo seco, com redução na incidência de doenças. A comercialização ocorre majoritariamente na própria região, com preços entre R$ 2,80 e R$ 4,00/kg, conforme qualidade e canal de venda. A expectativa final de produção pode se consolidar próxima a 30 t/ha.
Foto: Divulgação
Por: Seane Lennon / Agrolink