Orçamento para rodovias federais de SC e fim da escala 6X1 preocupam setor produtivo
20/10/2026 15:36:00
A falta de definição sobre o orçamento de 2027 para as rodovias federais de Santa Catarina e os possíveis impactos do fim da escala 6X1 preocupam o setor produtivo do estado. Os temas foram discutidos na segunda-feira (19), durante reunião do Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (COFEM), na sede da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), em Florianópolis.
A indefinição sobre os recursos federais destinados às rodovias preocupa as entidades empresariais diante da necessidade de investimentos em trechos como as BRs 470, 280 e 282. Segundo informações divulgadas pelo COFEM, a falta de previsibilidade orçamentária pode comprometer a competitividade catarinense.
Outro ponto de atenção é a segurança viária. Santa Catarina registra 18 mortes por 100 quilômetros de rodovia federal, o dobro da média nacional, de nove óbitos, o que reforça a necessidade de investimentos na infraestrutura rodoviária.
A ausência de informações sobre o volume de recursos federais previsto para 2027 dificulta o planejamento dos investimentos na malha rodoviária catarinense. As BRs 470, 280 e 282 estão entre as rodovias que demandam aportes para atender às necessidades de infraestrutura do estado.
Segundo informações divulgadas pelo COFEM, a incerteza sobre a destinação dos recursos representa um risco para a competitividade de Santa Catarina, especialmente diante da importância das rodovias para o transporte de mercadorias e o funcionamento das atividades econômicas.
A segurança viária também exige atenção. Com 18 óbitos por 100 quilômetros de rodovia federal, Santa Catarina apresenta um índice duas vezes superior à média brasileira, de nove mortes por 100 quilômetros.
O cenário reforça a importância de garantir recursos para a manutenção e a melhoria da infraestrutura rodoviária, fundamental para o deslocamento de pessoas e o escoamento da produção.
Além das incertezas relacionadas às rodovias, o setor produtivo catarinense enfrenta dificuldades nas operações portuárias em razão do aumento das chuvas provocado pelo fenômeno El Niño.
Segundo informações divulgadas pelo COFEM, as condições climáticas têm provocado restrições à navegação nos portos, além de atrasos e cancelamentos de embarques.
Para a indústria, os problemas logísticos podem elevar os custos operacionais e comprometer os prazos de entrega da produção, principalmente nas operações destinadas ao mercado externo.
As restrições reforçam a importância da infraestrutura de transportes para a competitividade das empresas catarinenses, tanto no mercado nacional quanto nas exportações.
A aprovação pelo Senado do fim da escala 6X1 também esteve entre os assuntos discutidos durante a reunião do COFEM. A possível mudança na jornada de trabalho preocupa as entidades empresariais pelos efeitos sobre os custos e a necessidade de contratação de trabalhadores.
Durante o encontro, os integrantes do conselho destacaram a escassez de mão de obra qualificada em Santa Catarina e no país. Na avaliação apresentada pelas entidades, a mudança pode dificultar ainda mais a realização de novas contratações, especialmente em pequenas e médias empresas dos setores de comércio e serviços.
Um estudo da FIESC aponta que a redução da jornada de trabalho pode elevar em 11,4% o custo do trabalho em Santa Catarina. A estimativa também indica risco de extinção de 41,4 mil empregos no estado, dos quais 19,1 mil na indústria.
Os números colocam em evidência a preocupação do setor produtivo com os possíveis efeitos da mudança sobre os custos empresariais e a manutenção dos postos de trabalho.
O Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina reúne entidades representativas de diferentes segmentos da economia estadual. Integram o COFEM a Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (FECOMÉRCIO), a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC) e a Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina (FETRANCESC).
Também fazem parte do conselho a Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC), a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina (FCDL), a Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas e dos Empreendedores Individuais de Santa Catarina (FAMPESC) e o Sebrae-SC.
As discussões sobre o orçamento rodoviário de 2027, os efeitos das chuvas nas operações portuárias e as possíveis mudanças na jornada de trabalho refletem preocupações do setor empresarial com os custos de produção, a logística e a competitividade da economia catarinense.
Com informações do Sistema Faesc/Senar*
Foto: Divulgação
Por: Seane Lennon / Agrolink