Cuiabá, 21 de Agosto de 2026

MILHO: mercado brasileiro mantém viés de alta

21/08/2026 12:17:00

O preço do milho encerrou a semana em alta na Bolsa de Chicago, enquanto o mercado brasileiro segue praticamente estável, mas com fatores que podem dar sustentação às cotações. Segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário, CEEMA, o primeiro vencimento fechou em US$ 4,78 por bushel em 20 de agosto, frente a US$ 4,48 uma semana antes.

 

O clima nos Estados Unidos continua sendo um dos principais pontos de atenção. De acordo com a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário, CEEMA, o excesso de chuvas nas regiões produtoras norte-americanas tem influenciado as cotações e aumentado as dúvidas em relação à produtividade.

 

Em 16 de agosto, 60% das lavouras de milho dos Estados Unidos estavam classificadas entre boas e excelentes., no mesmo período do ano passado, o índice era de 71%. O desenvolvimento das plantas, entretanto, está mais avançado que o normal, com 76% das áreas em enchimento de grãos, frente à média histórica de 70%, segundo a CEEMA.

 

Os levantamentos da Pro Farmer Crop Tour também trouxeram sinais de menor potencial produtivo em algumas áreas. De acordo com a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário, CEEMA, a previsão de produtividade em Indiana ficou em 183,5 bushels por acre, contra 193,8 no ano passado. Em Nebraska, a estimativa recuou de 179,5 para 163,6 bushels por acre.

 

A estimativa para a produção argentina de 2025/26 também foi elevada para 70,5 milhões de toneladas, volume classificado como histórico. A colheita alcançava 89% da área, abaixo da média de 97% para o período.

 

No Brasil, as cotações apresentam pouca variação, segundo a CEEMA, as principais praças do Rio Grande do Sul mantêm valores próximos de R$ 58 por saca. Nas demais regiões acompanhadas, os preços oscilam entre R$ 52 e R$ 64 por saca. Apesar da estabilidade, o mercado apresenta viés de alta. Segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário, CEEMA, a valorização internacional melhora a paridade de exportação, enquanto o atraso da colheita brasileira e as preocupações com possíveis efeitos do El Niño no final do ano permanecem no radar.

 

 

 

Foto: Pixabay

Por: Aline Merladete / Agrolink

 

 

 

 

 

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