Mercado do milho mantém negociações pontuais
23/09/2026 09:48:00
O mercado de milho no Sul e no Centro-Oeste segue marcado por negociações pontuais, produtores seletivos e avanço dos trabalhos de campo, enquanto fatores climáticos ainda exigem atenção em algumas áreas. Segundo a TF Agroeconômica, os preços apresentam comportamentos distintos entre os estados, com demanda concentrada na reposição e liquidez reduzida em importantes regiões produtoras.
No Rio Grande do Sul, as indicações variam entre R$ 60,00 e R$ 61,98 por saca, enquanto o preço médio estadual avançou 0,62%, para R$ 61,98. A semeadura da safra 2026/27 alcançou 65% da área prevista. Geadas provocaram danos em algumas lavouras e exigiram replantio em pontos específicos, embora a Conab tenha avaliado que, de modo geral, os efeitos foram leves e sem perdas significativas.
Em Santa Catarina, as referências permanecem próximas de R$ 60,00 por saca, diante de compradores cautelosos e vendedores seletivos. O estado demanda cerca de 8,5 milhões de toneladas por ano e produziu 2,67 milhões na safra 2025/26, mantendo forte necessidade de abastecimento externo. A semeadura da nova temporada chegou a 25,6%, limitada pela elevada umidade do solo.
No Paraná, as indicações de compra seguem próximas de R$ 60,00 por saca, com demanda ao redor de R$ 55,00 CIF. A colheita da segunda safra alcança 95% da área, enquanto o plantio da safra 2026/27 chegou a 43%.
Já em Mato Grosso do Sul, os preços variam entre R$ 54,00 e R$ 55,50 por saca. Após uma sequência de altas, as cotações perderam força, embora a indústria de bioenergia continue absorvendo parte da oferta. A colheita da segunda safra atingiu 99% da área.
Foto: Divulgação
Por: Leonardo Gottems / Agrolink