Fruticultura cresce 29% em Minas Gerais
28/10/2026 15:11:00
A fruticultura em Minas Gerais ampliou em 29% a área plantada entre 2015 e 2025, passando de 138 mil para 179 mil hectares, segundo levantamento da Emater-MG. O crescimento supera o registrado pelo café no período, enquanto culturas como laranja, banana e abacate ampliaram sua participação na produção estadual.
O crescimento da fruticultura mineira foi superior ao observado em algumas culturas tradicionais. Entre 2015 e 2025, a área cultivada com café aumentou 17%, enquanto a do milho recuou 15%. Entre as frutas, a laranja ocupa a maior área plantada no estado. O cultivo passou de 42,6 mil hectares, em 2015, para 67,2 mil hectares, em 2025, uma expansão de 57%.
A banana, segunda fruta com maior área cultivada, também avançou. A área plantada passou de 46,2 mil para 54,2 mil hectares, alta de 17% em dez anos.
O destaque proporcional foi o abacate, cuja área aumentou 374% no período, passando de 2,7 mil para 12,9 mil hectares.
O coordenador de Fruticultura da Emater-MG atribui o avanço da atividade a uma combinação de fatores, entre eles o aumento da procura por alimentos associados a uma alimentação saudável. “As pessoas estão procurando saúde, e a fruta está sendo uma das recomendações”, destaca.
As condições naturais de Minas Gerais também favorecem o cultivo. A diversidade climática permite produzir espécies tropicais, subtropicais e temperadas, enquanto a disponibilidade de solos adequados e recursos hídricos contribui para o desenvolvimento da atividade.
O acesso à tecnologia para diferentes culturas também ajuda a ampliar a produtividade. Além disso, a proximidade de grandes centros consumidores e a estrutura rodoviária facilitam o transporte da produção dentro do estado e para outras regiões do país.
A presença de seis entrepostos da CeasaMinas em Minas Gerais contribui para a comercialização, ao concentrar a produção e facilitar a distribuição.
O potencial de geração de renda é outro fator que estimula a fruticultura. Segundo o coordenador da Emater-MG, algumas culturas podem alcançar dezenas de toneladas por hectare, o que reforça a possibilidade de diversificação das atividades nas propriedades rurais. “A fruticultura pode ser uma opção a mais para o produtor, inclusive sem concorrer com outras atividades da propriedade”, explica.
A atividade também abre oportunidades para a participação da mão de obra feminina e para a agregação de valor por meio do processamento das frutas em sucos, polpas, geleias, doces e outros produtos.
Programas institucionais de compras da agricultura familiar, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), também podem estimular o setor. A expansão das agroindústrias amplia as possibilidades de comercialização e processamento da produção.
A fruticultura está presente em várias regiões mineiras, com culturas que se destacam conforme as características de cada território.
No Norte de Minas, a banana e o limão têm relevância. No Triângulo Mineiro, destacam-se a laranja e o abacaxi. Já o Sul de Minas, a Zona da Mata, a região Central, os Campos das Vertentes e o Leste apresentam produção mais diversificada.
Essa distribuição regional permite o cultivo de diferentes espécies e amplia as possibilidades de desenvolvimento da atividade no estado.
Ranking das frutas com maior área plantada em Minas Gerais
Em 2025, a laranja liderou a área plantada entre as frutas cultivadas em Minas Gerais, seguida pela banana e pelo abacate, segundo o levantamento da Emater-MG.
As principais culturas e suas respectivas áreas foram:
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Laranja: 67,2 mil hectares.
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Banana: 54,2 mil hectares.
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Abacate: 12,9 mil hectares.
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Tangerina: 12,8 mil hectares.
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Abacaxi: 9,9 mil hectares.
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Manga: 6,5 mil hectares.
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Limão: 4,9 mil hectares.
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Mamão: 1,8 mil hectares.
O avanço da área plantada, a diversidade climática, a proximidade dos mercados consumidores e as possibilidades de processamento ajudam a explicar a expansão da fruticultura em Minas Gerais. Com diferentes culturas distribuídas pelo estado, a atividade também representa uma alternativa para diversificar a produção e ampliar as oportunidades de renda no campo.
Foto: Pixabay
Por: Seane Lennon / Agrolink