Frete alto afeta mercado de trigo no Sul
11/02/2026 10:06:00
O mercado de trigo no Sul do país segue marcado por ajustes de preços, mudanças na origem das compras e impacto da logística internacional. De acordo com a TF Agroeconômica, o aumento dos fretes marítimos e a competitividade entre estados e países vizinhos têm influenciado as decisões de moinhos e produtores.
No Rio Grande do Sul, os negócios continuam ocorrendo de forma pontual, acompanhando o ritmo das vendas de farinha. Os preços giram entre R$ 1.150 e R$ 1.200 por tonelada, colocados nos moinhos. O trigo gaúcho segue competitivo em Santa Catarina e no Paraná, que continuam demandando lotes. O trigo branqueador foi negociado entre R$ 1.140 e R$ 1.150 FOB, mas com procura limitada. Já o preço da pedra ao produtor permanece em R$ 54,00 em Panambi. No mercado externo, a elevação do frete internacional de US$ 18 para US$ 21,45 por tonelada reduziu a competitividade do trigo argentino no estado, dificultando importações para formação de blend.
Em Santa Catarina, moinhos seguem priorizando trigo mais barato vindo do Rio Grande do Sul, ao redor de R$ 1.070, acrescido de ICMS e frete, enquanto vendedores locais pedem R$ 1.250 CIF, sem fechamento de negócios. O trigo melhorador é ofertado entre R$ 1.180 e R$ 1.210. Para a próxima safra, produtores comentam possível redução de área, com migração para o milho. Os preços de balcão variam entre R$ 59,00 e R$ 64,00 por saca, conforme a região.
No Paraná, a entrada de trigo gaúcho e paraguaio mais barato reduz a demanda pelo produto local. Nos Campos Gerais, os valores chegam a R$ 1.250 CIF para trigos com maior força e R$ 1.200 para pão. No Norte e Oeste, as cotações variam entre R$ 1.250 e R$ 1.280 CIF. A alta dos fretes marítimos amplia a diferença de competitividade entre o trigo paraguaio e o argentino, que já enfrentava desvantagem de qualidade.
Foto: Canva
Por: Leonardo Gottems / Agrolink