Cuiabá, 30 de Outubro de 2026

Exportações de milho ampliam disputa entre Brasil e EUA

29/10/2026 16:19:00

A participação do Brasil no mercado internacional de milho ganhou força com a expansão da segunda safra e o desenvolvimento de novas rotas de exportação. O país disputa espaço com Estados Unidos e Ucrânia, enquanto fatores como câmbio, demanda externa e custos de transporte influenciam diretamente os preços recebidos pelos produtores.
 
 
O crescimento da produção de milho safrinha, especialmente em estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná, contribuiu para ampliar a oferta destinada ao mercado externo. O uso de tecnologias agrícolas e a melhoria dos corredores logísticos também favoreceram a presença brasileira nas exportações.
 
 
Entre os mercados compradores estão países asiáticos, como China, Japão, Coreia do Sul e Vietnã, além de destinos no Oriente Médio, Norte da África e América Latina. A demanda varia conforme os preços internacionais, a disponibilidade de grãos e as condições comerciais.
 
 
A logística é um dos fatores que determinam a competitividade do milho brasileiro. Além dos portos de Santos, Paranaguá e Rio Grande, o avanço das operações pelo Arco Norte ampliou as alternativas de escoamento, principalmente para a produção do Centro-Oeste e de áreas do Matopiba.
 
 
Para o produtor, os efeitos do comércio internacional aparecem na formação dos preços. As cotações externas, a valorização ou desvalorização do real, os prêmios nos portos e os custos de frete ajudam a determinar o valor pago pelo milho no interior do país.
 
 
Durante a colheita da safrinha, o aumento da oferta pode pressionar os preços nas regiões produtoras. Nesse período, a disponibilidade de armazenamento e a contratação antecipada de vendas podem influenciar o resultado econômico da atividade. A concorrência internacional também exige atenção às condições de produção nos Estados Unidos e à situação logística e geopolítica da Ucrânia, fatores que podem alterar a disponibilidade de milho no mercado mundial.
 
 
 
Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom
Por: Aline Merladete / Agrolink
 
 
 
 
 
 

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