Colheita de soja avança, mas produtividade preocupa
17/02/2026 11:27:00
O mercado internacional da soja opera com leve recuo nas cotações nesta manhã, pressionado por ajustes técnicos e pelo cenário de demanda mais lenta em importantes países importadores. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato março de 2026 na CBOT recuava para 1.132,75 centavos de dólar por bushel, abaixo da linha de US$ 11,30, influenciando também os preços do farelo e do óleo na CME.
O vencimento maio de 2026 era cotado a 1.148,00 centavos, enquanto maio de 2027 marcava 1.125,50. No complexo soja, o óleo subia para 57,48 pontos, enquanto o farelo recuava para 306,1 dólares por tonelada. A pressão negativa acompanha o ritmo mais moderado de negócios no curto prazo, em meio às festividades do Ano Novo Chinês e ao início do Ramadã, que tendem a reduzir temporariamente a atividade em parte dos países importadores.
No Brasil, o mercado físico registrou movimentação limitada em 13 de fevereiro, feriado nacional. No interior do Paraná, a soja foi cotada a R$ 120,38, com alta diária de 0,77% e avanço de 0,85% no mês. Em Paranaguá, o valor ficou em R$ 126,20, com recuo de 0,59% no dia, mas ganho mensal de 1,03%.
No campo, a colheita brasileira avança com dificuldades. As chuvas intermitentes atrasam os trabalhos e dificultam o plantio do milho safrinha dentro da janela ideal. O país já colheu 22,3% da área plantada, índice acima do registrado no mesmo período do ano passado e da média dos últimos cinco anos.
Em Mato Grosso, os trabalhos atingem 51% da área, frente à média histórica de 43%. Apesar do avanço, as produtividades relatadas em estados relevantes estão abaixo das expectativas, enquanto as vendas acumuladas seguem inferiores às do ano passado e à média histórica, refletindo cautela diante da volatilidade e das incertezas sobre a produção.
Foto: Divulgação
Por: Leonardo Gottems / Agrolink