Cuiabá, 23 de Julho de 2026

Casca de café pode reduzir uso de fertilizantes

22/07/2026 17:21:00

Pesquisadores da Embrapa Acre realizaram visitas técnicas aos municípios de Acrelândia, Cruzeiro do Sul e Mâncio Lima para avaliar o potencial de aproveitamento dos resíduos da cafeicultura. Segundo a unidade da Embrapa, a iniciativa busca identificar alternativas para reutilizar esses materiais como fonte de nutrientes para o solo e reduzir a dependência de fertilizantes químicos, cujo custo é elevado no Acre devido à logística de transporte.
 
 
O pesquisador da Embrapa Acre, Thiago Viana, informou que o levantamento inicial foi feito em cinco propriedades. Em Acrelândia, os produtores já utilizam a casca de café na própria lavoura por causa da proximidade entre as unidades de beneficiamento e as áreas de cultivo. Em Cruzeiro do Sul e Mâncio Lima, além do uso da palha do café como fertilizante do solo, o resíduo também é considerado uma alternativa de biomassa para geração de energia térmica em secadores de grãos.
 
 
Segundo Viana, o aproveitamento desses coprodutos agrícolas pode reduzir custos de produção e dar uma destinação mais adequada aos resíduos gerados nas propriedades. “A casca do café pode retornar ao solo e contribuir para o fornecimento de nutrientes às plantas, entre outros usos”, afirmou.
 
 
O pesquisador acrescentou que a casca de café possui alto teor de Potássio e pode ser utilizada de forma mais eficiente na forma de biochar, ou biocarvão, obtido por meio da carbonização controlada da biomassa em altas temperaturas.
 
 
“O biochar, além de reduzir o volume do resíduo, concentra os nutrientes, aumentando a eficiência do produto quando aplicado no solo. É uma tecnologia com potencial para ampliar o aproveitamento de resíduos regionais, como o grão do açaí, a casca de café e da castanha-do-brasil, também conhecida como castanha-do-pará e da castanha-da-amazônia”, ressaltou Viana.
 
 
Para transformar os resíduos em biochar, o pesquisador explicou que será necessário investir em maquinário adequado e capacitar os produtores para o uso correto da tecnologia. “Além disso, todo o processo de desenvolvimento deve possuir um rigor técnico, para atingir uma maior eficiência do processo e do produto”, acrescentou.
 
 
 
Foto: Divulgação
Por:  Seane Lennon / Agrolink
 
 
 
 
 
 

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